sábado, 28 de novembro de 2009

Sobre o antes e o depois - ou o instante -

Do lat., ante; Do lat., depost. Do lat., hac hora; A referência do antes e do depois é o agora. O agora carrega o antes como condição de ser. O depois carrega a distancia entre o que é e o que no futuro lhe determina. O antes e o depois encontram-se no instante. A eternidade habita o instante. Expresso no que não mais é e o que ainda não. No instante encontra-se o estar. A convergência é a essência do tempo na instantaneidade da ocorrência. A condição do sentir é dar-se ao instante. Sentir é sucumbir-se ao instante. Não há morte no instante.

Por Marcos Vinícius.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sobre o gosto.

Do lat. gustus. Imerso nas papilas gustativas. No gosto expressa-se a totalidade do sentir, pois no gosto apresenta-se a condição mesma do afetar-se. Para sentir o gosto é necessário estar disponível para sentir. Só há gosto quando há o sentir. Tocamos a insondabilidade do sentir no gosto de fruta, de picolé, de feijão, de maracujá, de sal, de açúcar, de gelo, de x.., No gosto pairo no mais puro sentir. A imposição de valores não invalida o sentir, apenas o proíbe de expressar-se, entretanto, o gosto permanece. No gosto sou boca. A boca abre-se, contrai-se, esfrega o intruso nas suas cavidades. O esfregar é a essência do gosto. No gosto, o algo que toca deixa o seu rastro. No gosto habita o vivo.
Por Marcos Vinícius.